Brasil mais velho: população da terceira idade cresce a cada ano

Até 2025, o Brasil será o sexto país com maior número de pessoas idosas do mundo diz a Organização Mundial da Saúde – OMS.

Maurício Bicoski

   A cada ano que passa a tendência de envelhecimento da população brasileira cresce cada vez mais, o Brasil possui hoje cerca de 190.755.977 habitantes e os idosos, pessoas com mais de 60 anos de idade, representam 23,5 milhões de habitantes, mais que o dobro registrado em 1991. Isso equivale a 7,4% em 2010 segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE. Isso revela que mais alguns anos as políticas para idosos devem ser ampliadas para que as pessoas possam asseguram as melhores condições de vida quando chegarem à terceira idade.

   Com o aumento da população idosa o Estado gasta mais com previdência social, saúde, medicamentos e políticas públicas para com a parcela da população que mais cresce a cada ano. No último senso do IBGE em Frederico Westphalen contou aproximadamente 3,785 habitantes da terceira idade acima dos 60 anos. Com o aumento do envelhecimento, aumentar as opções de lazer e cultura para que os idosos, torna-se uma necessidade para que este grupo possa ser inserido na sociedade.

Gráfico de Identificação. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE)

Gráfico de Identificação. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE)

   No município, a Secretaria de Assistência Social e Habitação mantém políticas publicas para a terceira idade, ficando sob responsabilidade a coordenação municipal da terceira idade, administrada pela coordenadora Zuleika Teresinha Bambine. Entre as oficinas oferecidas pela prefeitura encontra-se, oficina do corpo, onde os idosos tem acesso a atividades físicas, oficina de saúde e de trabalhos manuais, que são desenvolvidos pela prefeitura, “a gente oferece determinado curso e se os idosos tiverem interesse eles participam dali alguns meses a gente oferece outros tipos cursos”, comenta a coordenadora da terceira idade.

   Zuleica ainda fala que a cidade tem programas voltados para os idosos, os benefícios são voltados para o melhoramento da renda dos mesmos. Um dos programas é para os idosos que nunca contribuíram com a previdência e tenham renda inferior a um quarto do salário mínimo por renda per capita familiar, estes recebem uma ajuda de custo. Outra política para idosos no município é direcionada aqueles que sofrem maus tratos, uma parceria feito entre prefeitura e ministério público, para que os idosos e suas famílias possam ser acompanhados por psicólogos. “Essas famílias são visitadas, são cuidadas, orientadas e existe todo um trabalho em cima disso.” relata Zuleica.

   Localizada na Rua Mauricio Cardoso o Centro de Convivência para Idoso foi construído em 1986, naquele ano contava com apenas dois grupos da terceira, hoje são dezesseis grupos, que pelo menos uma vez por mês se reuni nas quintas-feiras para dançar e confraternizar com outros idosos. Lurdes Maria Fitalia Meneguso, aposentada, participa do Grupo Conviver a mais de 10 anos, entre as atividades que mais pratica está a bocha, palestras sobre saúde, viagens, comemoração de festividades. “Acho muito ruim a pessoa que se acomoda deixa de viver, existe a comparação do velho e o idoso, o velho é aquele que se aposenta, e que se fecha num canto só fica em casa e não participa de mais nada, o idoso é aquele que faz atividade, trabalha nisso ou naquilo, vai dançar vai jogar, vai fazer alguma coisa, não esperar a moda”, relata dona Lurdez. Essa política promovida faz parte de uma interação para tirar o idoso do isolamento social.

   Os dezesseis núcleos de idosos que vivem no município estão distribuídos entre a área urbana rural, segundo a coordenadora da terceira idade os idosos preferem encontra-se em seus próprios centros de convivência. “Eles procuram se reunir nos seus centros, onde eles moram nas suas localidades, os idosos se unem nas igrejas, nos salão das comunidades, eles se acostumaram a se encontra para confraternizar entre si”, comenta Zuleica. Segundo a coordenadora os idosos da zona urbana têm um trabalho mais pesado e um comprometimento maior com o orçamento da família em relação a idoso da zona urbana, e seus interesses são diferentes um dos outros.

   Até 2020 á população idosa no Brasil vai aumentar de 18 milhões para 30 milhões, e uma expectativa de vida de 77 anos. E para isso o lazer na terceira idade tem o objetivo de despertar os interesses dos idosos, estimulando as emoções, a comunicação, o aprendizado de coisas novas, permitindo-lhes uma vida ativa com mais satisfação e qualidade.

Estatuto do Idoso e Política Nacional do Idoso

   É muito comum e freqüente a mania que as pessoas têm em falar e identificar a pessoa idosa, como sendo velho, rabugento, inválido, deficiente, decrépito, caduco ou candidato ao asilo.

   No Brasil o Estatuto do Idoso foi iniciativa do Projeto de Lei nº 3.561 de 1997 de autoria do então Deputado Federal Paulo Paim (PT – RS), e sancionada pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 01 de outubro de 2003. O Estatuto do Idosotem a obrigação e a finalidade de assegurar direitos de todos os cidadãos com idade igual ou acima de 60 anos. Políticas como atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS); preferência em bancos; descontos de 50% em atividades culturais, de lazer e esporte; criação de cursos especiais para idosos, com inclusão de conteúdo relativo às técnicas de comunicação, computação e demais avanços tecnológicos, para sua integração à vida moderna; e transportes públicos gratuitos em veículos, são algumas medidas que entrarem em funcionamento no Estatuto.

   O Estatuto do Idoso é muito mais abrangente do que a chamada Política Nacional do Idoso que foi implantada por meio da Lei nº 8.842/94 em 1994. Sendo a primeira lei voltada a políticas para a terceira idade. A Política Nacional do Idoso tem como objetivo assegurar os direitos sociais do idoso para assim promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade.

   No artigo 3º, estabelece que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo a sua dignidade, bem-estar e direito à vida. O idoso deve ser o principal agente e o destinatário das transformações a serem efetivadas por meio da política. O idoso não deve sofrer discriminação de qualquer natureza. A regulamentação da Política Nacional do Idoso foi publicada no dia 03 de junho de 1996, por meio do Decreto 1.948, previstos na Lei 8.842/94 onde estabelece que os órgãos e as entidades públicas envolvidas devam cumprir a política nacional.

Autor: Maurício Martins Editora de Arte: Briana Klaus

Autor: Maurício Martins
Edição: Briana Klaus

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